Ilustração: João Pinheiro
O edital para compra de livros do governo do estado de São
Paulo (CHAMADA
PÚBLICA 001/CGEB/2013), publicado em 1º. de maio último no Diário
Oficial do Estado, encontra-se sob a lupa da Assembleia Legislativa de São
Paulo.
A Assembleia, na pessoa do deputado
Alcides Amazonas, interpelou o Secretário da Educação de São Paulo por
meio do Requerimento
de Informação no. 136/2013, publicado no mesmo DO, em 18 de maio
último.
O Requerimento acusa indícios claros de direcionamento do edital e põe sob a lupa do poder legislativo um
programa de escala milionária, bastante relevante e bem avaliado por estudantes e
professores da rede pública estadual, que, no entanto, na presente edição, acolhe
critérios obscuros, cuja prevalência excluem de antemão 99,99% das editoras.
O Requerimento do deputado Alcides Amazonas indaga sobre quais editoras têm títulos que se enquadram no critério de "aproximadamente 10 páginas de prefácio", no qual devem constar vida e obra do autor e comentários sobre obra literária. Indaga também a alvura exigida tão especificamente, quando se sabe que o papel pólen e seus similares, por exemplo,oferecem melhores condições de leitura. Por que alijar do processo, portanto, obras de qualidade superior?
O requerimento não fala, mas o Fórum Mudar São Paulo destaca no Edital (Chamada Pública 001/CGEB/2013) sob suspeita outro particular: a Chamada Pública também exige que a obra conste do catálogo atualizado da editora, o que significa que, mesmo que uma editora tenha condições técnicas de adequar obras à exigência do edital, ela estaria impedida, uma vez que essas obras não figurariam no referido catálogo. Os indícios de direcionamento, o que configuraria crime
contra a administração pública, são evidentes, destaca o Requerimento.
Esperam-se boas respostas do sr. Secretário e a exclusão, no texto da Chamada Pública, dessas artimanhas com endereços e CNPJs certeiros.



